Antes de ser carbono neutro
- Praia Rica

- 20 de mar.
- 2 min de leitura

Há dois anos atrás, no aeroporto de Paris, enquanto aguardávamos uma conexão a caminho de uma feira, abrimos o computador e recebemos uma mensagem da ONU, anunciando que nossa candidatura para um compromisso sobre o clima havia sido aceita.
A mensagem vinha da One Planet (One Planet Network), uma iniciativa da ONU focada em promover o consumo e a produção responsáveis. Sua atuação envolve governos, sociedade civil e organizações internacionais, para compartilhar soluções, políticas e ferramentas que gerem menos impacto no planeta.
O compromisso que assinamos se chama Declaração de Glasgow para Ação Climática no Turismo. Após a candidatura, guardamos vários meses, e quando pensamos que não tínhamos sido aceitos, a resposta veio.
Nós nos tornamos uma das 15 empresas brasileiras a firmarem esse compromisso no Brasil. E por isso, assumimos também o compromisso de desenvolver ações mais objetivas e mensuráveis de sustentabilidade.
Muita coisa mudou de lá para cá. Desde então, algumas decisões passaram a ser tratadas com outro nível de atenção. A forma de operar, os deslocamentos, os parceiros, o que entra e o que deixa de fazer sentido. Parte desse caminho já vinha sendo construída, mas ganhou outra escala.
Nesse período, avançamos em frentes que já faziam parte da nossa atuação: o trabalho com comunidades locais, a gestão de resíduos, a recuperação de uma área de Cerrado que há anos não sofre com incêndios, o apoio a iniciativas e a participação em espaços de decisão e a assistência técnica gratuita a pequenos negócios e áreas protegidas. Ao mesmo tempo, passamos a medir de forma mais precisa o impacto da própria operação.
Em 2025, inventariamos e neutralizamos as emissões geradas pelas expedições e pela gestão da empresa, incluindo deslocamentos no Brasil e no exterior. Foram mais de 14 toneladas compensadas por meio de um projeto de energia eólica.
A neutralização não elimina o impacto, mas define critérios sobre ele. Torna possível medir, comparar e decidir com mais clareza.
Em um mundo em que a análise do futuro contempla os piores cenários, escolhemos enxergar as coisas pelo lado otimista: onde as pessoas podem fazer coisas melhores, por elas e pelas outros. Pelos outros humanos e pelas outras espécies. Pela água e pela terra.
Temos consciência de que esse é um pequeno passo em termos globais. Mas acreditamos que podemos fazer a diferença em nosso ecossistema local. Seguimos trabalhando a partir disso.
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